(SONS)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Arvoredos

tenho medo da nostalgia
assim como tenho medo de morrer.
vejo agora as sombras frias dos arvoredos
que eu mesmo plantei
e o sol do amanhã que nunca chegou,
e que sei que nunca irá chegar, tocar meu rosto
e as lágrimas caírem…

..e assim eu quereria,
como o sol cheio de esperança,
tocar suas mãos, seu rosto, sua pele..

..ser o vento que move seu cabelo
levando pra longe as folhas
que caem leves em seu colo..

..e quando eu estiver velhinho,
bem velhinho mesmo,
como estes que passo minhas tardes a conversar
e meus olhos se tornarem vermelhos a cada silencio…
cada palavra… cada som…
eu direi: -não ligue mulher, não é nada…
..é só a luz entre os arvoredos
que ofuscou meus olhos..

2 comentários:

  1. Não tinha lido esse poema *___*

    É lindo demais ^^

    Parabéns pelo seu talento, Jefferson!

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